terça-feira, 7 de março de 2023

Novo Turanza 6 fornece segurança e controlo

02 - Novo Turanza 6 fornece seguranca e controlo 

 

Com o melhor desempenho da sua classe em piso molhado, quilometragem superior, e melhor eficiência de combustível/energia, o novo Bridgestone Turanza 6 dá aos condutores o máximo controlo e segurança

 Como líder mundial em pneus e soluções de mobilidade sustentável, a Bridgestone está fortemente empenhada na segurança dos condutores. Os pneus transportam as pessoas ao longo da sua vida e a Bridgestone dedica-se a salvaguardar e maximizar a segurança na estrada em tudo o que faz.

Isto resume-se aos seus produtos e, especificamente, ao novo Bridgestone Turanza 6 que foi concebido como resposta à extensa pesquisa de consumo entre os condutores europeus, para compreender o que esperam de um pneu touring de Verão e os desafios diários de condução que enfrentam. Com o Turanza 6 e o seu melhor desempenho em piso molhado, a Bridgestone oferece aos condutores exatamente o que desejam – um novo pneu premium que satisfaz as suas necessidades de segurança e desempenho, mesmo em condições climatéricas desafiantes como é conduzir com o piso molhado, ao mesmo tempo que oferece uma quilometragem superior e uma melhor eficiência em termos de combustível/energia.

Concebido para segurança e desempenho
De acordo com testes realizados por um dos mais respeitados institutos independentes de testes a automóveis da Europa, o TÜV SÜD, o Bridgestone Turanza 6 supera os seus concorrentes no mesmo segmento com o seu melhor desempenho no molhado na sua classe.

Isto inclui ser o melhor em manobras ao curvar e oferecer um excelente desempenho em linha reta. O novo Bridgestone Turanza 6 também alcançou a melhor classificação A da etiqueta da UE em aderência em piso molhado.

Graças às tecnologias proprietárias e inovadoras ENLITEN e TECHSYN, ambas apresentadas pela primeira vez num pneu de substituição Bridgestone, no novo Bridgestone Turanza 6, os condutores obtêm benefícios adicionais de eficiência e sustentabilidade, tais como uma quilometragem superior e uma melhor eficiência em termos de combustível/energia. Isto também torna o pneu Bridgestone Turanza 6 pronto para VE, ajudando a otimizar o desempenho dos veículos elétricos ao poupar a vida útil da bateria, ao mesmo tempo que oferece excelente controlo, maior tolerância ao desgaste e menor ruído dos pneus para conforto do condutor.

O compromisso mais amplo da Bridgestone com a segurança rodoviária
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, mais de 1,35 milhões de pessoas morrem nas estradas todos os anos, enquanto 20 a 50 milhões de pessoas sofrem ferimentos não-mortais, mas que muitas vezes mudam a sua vida 5 . Para além de desenvolver pneus de alta qualidade como o Turanza 6, que dão prioridade à segurança como objetivo final, a Bridgestone está a trabalhar arduamente para abordar questões de segurança rodoviária e para contribuir para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas #366 que pretende reduzir para metade o número global de mortes e ferimentos causados por acidentes rodoviários até 2030.

Ao apoiar este objetivo, a Bridgestone lançou recentemente a sua solução de Deteção de Danos Rodoviários e desenvolve diversas iniciativas de segurança rodoviária em todo o mundo, incluindo inspeções de segurança de pneus, formação em segurança rodoviária, programas educativos e uma recente doação de cerca de 1 milhão de euros ao Fundo das Nações Unidas para a Segurança Rodoviária (UNRSF). O compromisso da Bridgestone com a segurança rodoviária faz parte do seu compromisso empresarial mais amplo – o Compromisso Bridgestone E8 – que define o valor que a empresa promete entregar à sociedade, aos clientes e às gerações futuras em oito áreas de foco.

Emilio Tiberio, COO & CTO da Bridgestone EMIA referiu: “A vida é uma jornada e na Bridgestone estamos empenhados em torná-la numa jornada segura. As últimas investigações em torno dos acidentes rodoviários mostram a escala do trabalho que ainda está por fazer. A condução deve ser uma experiência agradável e segura para todos e a Bridgestone está empenhada em apoiar isto através das suas diferentes iniciativas e produtos de última geração, como o novo Bridgestone Turanza 6, que traz maior segurança e desempenho aos condutores – permitindo-lhes permanecer seguros e com controlo, mesmo em estradas molhadas”.

Desenvolvido e fabricado na Europa, o Bridgestone Turanza 6 está agora disponível em toda a região numa vasta cobertura, tanto para veículos de passageiros como para SUVs, quer sejam motores de combustão interna, híbridos ou VE.

 

Fonte: Revista dos Pneus

 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Pneus desgastados aumentam distância travagem

 

01 - Pneus_desgatados

A profundidade do piso pode ser crucial para determinar se uma situação crítica na estrada se transforma ou não em acidente. Testes recentes da DEKRA mostram como, à medida que a profundidade do piso diminui, as distâncias de travagem em pavimentos molhados aumentam

“Os nossos testes confirmam que a profundidade mínima do piso exigida por lei é o limite inferior absoluto. Para a sua própria segurança, os condutores devem substituir os pneus antes que estejam desgastados”, diz Christian Koch, especialista em pneus da DEKRA.

Os testes, realizados numa variedade de pistas, no DEKRA Lausitzring, tiveram como objetivo encontrar resultados específicos sobre como a profundidade do piso por si só pode afetar o controlo do veículo, inclusive em relação a acidentes.

Fonte: Revista dos Pneus

A luta contra as partículas finas

01 - particulas finas pneus 

 

Com a nova norma Euro 7, a luta contra as partículas foi alargada a estas emissões provenientes dos pneus, reconhecidamente nocivas para a saúde e para o ambiente, de forma a aproximar-se dos objetivos da UE de mobilidade

Como resultado de valores limite cada vez mais rigorosos e tecnologia cada vez mais sofisticada, os veículos modernos tornaram-se mais limpos e a poluição de partículas finas causadas pela combustão diminuiu. No entanto, apesar desse sucesso por parte da indústria automóvel e do número crescente de veículos elétricos, a poluição causada por partículas finas – principalmente nas cidades – continua alta. Isto acontece porque a maioria das partículas finas no tráfego rodoviário não são mais causadas pelos sistemas de escape, mas por abrasão nos travões e pneus.

Quando um carro, camião ou autocarro viaja numa estrada, o atrito entre os pneus e as superfícies da estrada assegura a aderência, essencial para manter os veículos na estrada. Sem este atrito, os veículos deslizam sobre as estradas e comprometem a segurança. O atrito entre os pneus e as estradas é necessário para a aderência na estrada, mas também leva à abrasão tanto do pneu como das partículas geradas na estrada. Da mesma forma, as partículas são libertadas pela fricção entre as solas dos sapatos e os pavimentos ao andar. Isto representa um desafio: como podem os fabricantes reduzir as partículas de desgaste dos pneus e das estradas sem afetar o importante papel que os pneus desempenham na segurança e mobilidade rodoviárias?

As partículas de desgaste dos pneus e das estradas são uma mistura de fragmentos do piso dos pneus e elementos da superfície da estrada, tais como minerais e pó de estrada, aproximadamente 50% cada um. Estas partículas são geralmente consideradas microplásticos devido à sua dimensão e composição.

Indústria trabalha para arranjar soluções
Ainda não se conhece o impacto real das partículas de desgaste dos pneus e das estradas na saúde ambiental e humana, mas a indústria de pneumáticos está empenhada em contribuir para arranjar soluções para este problema. A Associação Europeia de Fabricantes de Pneus e Borracha (ETRMA) esforça-se por um ambiente limpo e estradas seguras. Trabalha em conjunto com parceiros para preencher as lacunas de conhecimento sobre pneus e partículas de desgaste rodoviário e desenvolver soluções práticas para reduzir os níveis destas partículas no ambiente. Ao longo da última década, a indústria de pneus tem liderado uma variedade de projetos e iniciativas de investigação internacionais:

A função mais importante dos pneus é segurar o veículo na estrada, que é um aspeto vital da segurança rodoviária. Para o fazer, é necessário causar atrito e isto leva à abrasão tanto do pneu como da estrada, gerando partículas, conhecidas como Partículas de Pneus e de Desgaste Rodoviário (TRWP – Tyre and Road Wear Particles). Da mesma forma, as partículas também são libertadas pelo simples atrito entre as solas dos sapatos e os pavimentos ao andar. TRWP são uma mistura de fragmentos do piso do pneu e elementos da superfície da estrada, tais como minerais e pó de estrada, aproximadamente 50% cada um. Geradas pelo atrito entre estradas e superfícies de pneus, são chamadas microplásticos libertados involuntariamente.

A plataforma TRWP foi lançada pela ETRMA e facilitada pela Rede Europeia de Empresas para a Responsabilidade Social das Empresas em 2018. A plataforma reúne governos, academias, organizações não governamentais e indústrias. Através de um diálogo aberto e inclusivo, a Plataforma visa partilhar conhecimentos científicos, alcançar um entendimento comum dos possíveis efeitos das partículas geradas durante a utilização e desgaste normais dos pneus.

Poluição causada pelo desgaste dos pneus é 1.000 vezes pior que as emissões de escape
As emissões de não-escape (Non-Exhaust Emissions-NEE) são partículas libertadas para o ar devido ao desgaste dos travões, desgaste dos pneus, desgaste da superfície da estrada e ressuspensão do pó da estrada durante o uso de veículos na estrada. Não existe legislação para limitar ou reduzir as NEE, mas estas causam muita preocupação em relação à qualidade do ar.

  • A regulamentação rigorosa sobre as emissões de escape imposta pela UE fez com que os carros novos emitam muito menos poluição por partículas
  • Mas a poluição por pneus não é regulamentada e pode ser 1.000 vezes pior, afirmam especialistas independentes com base em testes
  • O aumento da popularidade dos SUVs, maiores e mais pesados agrava esse problema – assim como o aumento das vendas de veículos pesados de serviço e o amplo uso de pneus económicos
  • A instalação apenas de pneus de alta qualidade e a redução do peso dos veículos são fundamentais para reduzir estas emissões

As partículas nocivas dos pneus – e também dos travões – são um problema ambiental muito sério e crescente, que está a ser exacerbado pela crescente popularidade de veículos grandes e pesados, como SUVs, e pela crescente procura por veículos elétricos, mais pesados que os carros comuns por causa de suas baterias. Além disso, a poluição por desgaste dos pneus dos veículos não é regulamentada, ao contrário das emissões de escape que foram rapidamente reduzidas pelos fabricantes de automóveis, devido à pressão exercida pelas normas europeias de emissões. Neste momento os carros novos emitem muito pouco em termos de material particulado, mas há uma crescente preocupação com este tipo emissões.

Atualmente, acredita-se que as NEE constituam a maioria do material particulado primário dos transportes rodoviários, 60% das PM2,5 e 73% das PM10. Para entender a escala do problema, a Emissions Analytics – o principal especialista independente em testes e dados globais para a medição científica de emissões no mundo – realizou alguns testes iniciais de desgaste dos pneus. Usando uma berlina familiar com pneus novos e insuflados corretamente, descobriu que o carro emitia 5,8 gramas de partículas por quilómetro.

Em comparação com os limites regulamentados de emissão de gases de escape de 4,5 miligramas por quilómetro, a emissão não regulamentada dos pneus é mais de 1.000 vezes pior. A Emissions Analytics observa que os valores podem ainda ser mais elevados se o veículo tiver pneus com pouca pressão ou a superfície das estradas utilizadas forem mais ásperas ou os pneus usados forem de má qualidade.

Nick Molden, CEO da Emissions Analytics, disse: “É hora de considerar não apenas o que sai do tubo de escape de um carro, mas também a poluição de partículas causada pelo desgaste de pneus e travões. Os nossos testes iniciais revelam que pode haver uma quantidade chocante de poluição de partículas dos pneus – mais de 1.000 vezes pior que as emissões de escape de um carro. O que é ainda mais assustador é que, embora as emissões de gases de escape tenham sido rigorosamente regulamentadas durante muitos anos, o desgaste dos pneus é totalmente desregulado – e com o aumento crescente nas vendas de SUVs e carros elétricos movidos a bateria mais pesados, as emissões de não-escape (NEE) são um problema muito sério”.

No curto prazo, a instalação de pneus de alta qualidade é uma maneira de reduzir essas NEE, assim como ter pneus sempre com a pressão no nível correto. Em última análise, porém, a indústria automobilística pode também ter que encontrar maneiras de reduzir o peso dos veículos.

 

Fonte: Idealista News

 

Borracha natural sustentável nos pneus

01 - borracha natural pneus 

A mobilidade sustentável começa com as matérias-primas, muito antes do produto final se fazer à estrada.

 

A certificação FSC (Forest Strewardship Council) atesta que as plantações são geridas de modo a preservar a diversidade biológica e promovem a vida das pessoas e dos trabalhadores locais, ao mesmo tempo que garante a sustentabilidade económica. O complexo processo de verificação do FSC certifica que os materiais são identificados e separados dos não certificados, ao longo da cadeia de produção, desde as plantações até aos fabricantes. Os pneus com certificado FSC são fabricados com borracha natural e rayon cuja produção é certificada por esta prestigiada organização não governamental, e representa um importante passo em termos de sustentabilidade.

A utilização de pneus feitos com essa matéria-prima é uma conquista inédita no setor. O novo pneu certificado FSC representa um marco importante no desafio de proporcionar benefícios económicos, sociais e ambientais para a cadeia de valor da borracha natural, especialmente importante no contexto dos desafios de sustentabilidade associados a essa matéria-prima. Trata-se de um passo decisivo na caminhada rumo a uma cadeia de valor de borracha natural mais sustentável, reduzindo a desflorestação e apoiando o combate às mudanças climáticas.

 

Fonte Revista dos Pneus

 

 

Milímetros fazem a diferença

01 - pneus_milimetros_fazem_diferenca

 Alguns milímetros de profundidade do piso dos pneus podem fazer uma enorme diferença na segurança de condução. No Inverno, os condutores podem encontrar alguns troços de estrada em zonas de alto risco com o perigo de aquaplanagem à espreita

 

O aquaplaning é uma ameaça real em tempo chuvoso. Assim que a banda de rodagem não consegue drenar toda a água do ponto de contacto entre o pneu e a estrada, forma-se uma almofada de água debaixo do pneu. Isto faz com que os pneus percam a aderência e o condutor perca o controlo do seu veículo. Nesta situação, o condutor pode tornar-se um passageiro indefeso, sem qualquer controlo sobre o seu veículo num instante. No entanto, o mais importante é manter a calma e não travar subitamente. É melhor tirar o pé do acelerador, deixar o carro reduzir lentamente a velocidade e vigiar de perto a direção da viagem. Assim que sentir que os pneus recuperam contacto com a estrada, pode começar gradualmente a acelerar novamente.

Há um risco real de aquaplaning mesmo com pneus bons, mas é quase certo com os pneus gastos. É por isso que é importante estar consciente do estado e qualidade dos pneus do carro. Como regra geral, quanto menor a profundidade do piso, mais provável é que os pneus percam a aderência na estrada molhada. Portanto, conduzir com pneus gastos é um grande risco, especialmente na chuva, quando a distância de travagem é significativamente maior. Assim, torna-se um perigo não só para o condutor e passageiros, mas para todos à volta.
Os condutores que adiaram a compra de pneus novos devem prestar ainda mais atenção à manutenção adequada dos seus pneus atuais, para que as suas características de segurança durem o máximo de tempo possível. O risco de aquaplaning pode ser reduzido através da utilização de pneus com uma banda de rodagem de pelo menos 4 mm. Assim que a profundidade do piso cair abaixo deste valor, a sua proteção contra este fenómeno perigoso deteriora-se significativamente. A pressão correta dos pneus é também importante. É importante antecipar situações perigosas. A chuva forte e o mau estado dos pneus são uma má combinação. Da mesma forma, conduzir demasiado rápido com mau tempo torna o seu veículo mais propenso ao aquaplaning, mesmo que tenha pneus bons. Com chuva forte, a velocidade pode precisar de ser reduzida em até 15-20 km/h para que o piso possa bombear toda a água entre o pneu e a estrada.

Testes realizados por uma revista da especialidade, mostraram que os pneus gastos começaram o aquaplaning a uma velocidade até 15 km/h mais cedo do que os pneus novos. Para os melhores pneus testados, o novo pneu começou o aquaplaning a 90,4 km/h enquanto um pneu gasto a apenas 3,5 mm já começou o aquaplaning a cerca de 75 km/h. Para além da profundidade do piso, a pressão do pneu também deve ser verificada. A baixa pressão aumenta o risco de aquaplaning. Verificar a pressão do pneu e ajustá-lo ao nível correto, se necessário, é uma medida de segurança básica que pode ser tomada na estação de serviço mais próxima e não custa nada.

DICAS PARA LIDAR COM O RISCO DE AQUAPLANING:

Verifique o estado dos seus pneus antes de cada viagem, mantenha uma pressão de pneu suficiente e certifique-se de que a profundidade do piso é de pelo menos 4 mm para garantir a segurança de condução.
• Verificar o boletim meteorológico antes de conduzir e antecipar situações perigosas, estas incluem chuvas fortes ou trovoadas.
• Reduza a sua velocidade de condução em pelo menos 20 km por hora durante as chuvas fortes.
• Manter distância suficiente dos veículos que se encontram à sua frente.
• Se ocorrer aquaplaning, mantenha-se calmo, tire o pé do acelerador e deixe o carro abrandar até sentir novamente contacto entre os pneus e a estrada.

 

Fonte: Revista dos Pneus

 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Forte crescimento dos Pneus All Season


01 - Pneus_All_season

De acordo com o relatório de 2022 relativo ao mercado europeu de pneus, elaborado pela ETRMA, os pneus para todas as estações tornaram-se no segmento que mais cresce no setor. Tal deve-se à versatilidade e conveniência dos pneus para todas as estações, bem como às mudanças nas normativas europeias

Os compradores de automóveis de hoje em dia estão a escolher modelos maiores e mais premium, muitas vezes equipados com jantes de maiores dimensões. A crescente procura por automóveis elétricos premium e por SUV compactos desempenhou um papel determinante nesta tendência. Com o crescimento do mercado destes segmentos de automóveis, as dimensões dos pneus cresceram de igual forma. Desde 2015, foi observado um crescimento dos pneus do segmento A (17” e superior); em média, o mercado tem crescido anualmente 8,4%. Outra tendência a que se assistiu no mercado dos pneus tem sido o crescimento constante da popularidade dos pneus para todas as estações, que proporcionam a comodidade de um produto para várias épocas do ano. As normas relativas aos pneus concernentes ao inverno diferem consoante o mercado.

Muitos países, como a Alemanha ou a Áustria, há muito que têm normas para os pneus baseadas no clima e na época do ano. Um número crescente de outros países, como a França, também estão a introduzir normas sazonais relativas aos pneus. Dependendo da região, as normas relativas aos pneus requerem as marcações ‘M+S’ (Mud + Snow) e 3PMSF, indicativas de que o pneu é adequado para condições de neve e gelo. Para o utilizador final, tal significa que necessita de, pelo menos, dois conjuntos de pneus para diferentes alturas do ano, ou para conduzir em diferentes regiões.

Em 2020, a Europa viveu o seu inverno mais quente desde 1981, o que teve impacto direto sobre os condutores. A chuva e o gelo negro tornaram-se mais habituais, em detrimento das estradas cobertas de neve e gelo. Tal levou a uma maior necessidade de pneus com um bom desempenho em condições de piso molhado ou gelado, aumentando a procura do mercado por produtos para toda as estações.

O relatório da ETRMA mostra que o segmento de pneus para todas as estações é, atualmente, o que mais cresce no mercado. Nos últimos sete anos, a taxa média de crescimento anual alcançou 21.7%. Um dos fatores que contribuíram para tal é um crescente número de fabricantes de automóveis premium estar a decidir equipar os seus veículos com pneus para toda as estações, ou a disponibilizá-los ao cliente enquanto equipamento opcional. Em 2021, o crescimento atingiu 36,9%.

Os condutores querem estar preparados para qualquer estação do ano, e sentirem-se seguros em quaisquer condições climatéricas. A nova geração de pneus para todas as estações oferece a comodidade de um único jogo de pneus apto para lidar com severas condições de inverno, ao mesmo tempo proporcionando conforto e eficiência no período do verão. Algo extremamente importante para os utilizadores de veículos elétricos, em que a maximização da autonomia pode afetar as decisões de compra e os hábitos de consumo.

O segmento de pneus para todas as estações assistiu a um crescimento significativo na última década, impulsionado pelas regulamentações europeias, e pela máxima versatilidade e comodidade para os condutores. A taxa de crescimento anual superior a 20% deste segmento fala por si.

 

Fonte: Revista dos Pneus

Goodyear apresenta pneu com 90% de materiais sustentáveis

01 - Goodyear apresenta pneu com 90 de materiais sustentaveis 

 

A Goodyear Tire & Rubber Company revelou um pneu de demonstração composto com 90% de materiais sustentáveis. Este pneu de demonstração passou todos os testes regulamentares aplicáveis, assim como os testes internos da Goodyear

Este pneu de demonstração também foi testado para possuir uma menor resistência ao rolamento quanto comparado com o pneu de referência, fabricado com materiais tradicionais. Uma menor resistência ao rolamento significa que este pneu de demostração tem o potencial para oferecer uma maior poupança de combustível e uma redução da pegada de carbono.

Adicionalmente, após anunciar a sua capacidade para apresentar um pneu com 70% de material sustentável em janeiro de 2022, a Goodyear, trabalhando com a sua rede de abastecimento, planeia introduzir no mercado um pneu com até 70% de material sustentável em 2023.

Trazer para o mercado um pneu com até 90% de materiais sustentáveis irá requer uma maior colaboração com a rede de abastecimento da empresa, para identificar a escala necessária para estes materiais inovadores por forma a produzir esse pneu específico em grandes volumes.

“Continuamos a progredir rumo ao nosso objetivo de introduzir, em 2030, o primeiro pneu da indústria 100% fabricado com materiais sustentáveis”, referiu Chris Helsel, Vice-Presidente Sénior de Operações Globais e Chief Technology Officer. “O ano passado foi fundamental para alcançar este objetivo. Investigámos novas tecnologias, identificámos oportunidades para mais colaborações, e utilizámos a tenacidade da nossa equipa não só para demonstrar as nossas capacidades para produzir um pneu com 90% de material sustentável, mas também para produzir um pneu composto em até 70% por material sustentável este ano. A nossa equipa continua a dar mostras da sua inovação e do seu compromisso para com a construção de um futuro melhor”.

Pneu de Demonstração com 90% de materiais sustentáveis:

17 ingredientes em 12 diferentes componentes do pneu

Este pneu de demonstração com 90% de materiais sustentáveis inclui 17 ingredientes destacados em 12 diferentes componentes, entre os quais:

  • O negro de carbono é incluído nos pneus para reforço do composto, e para ajudar a aumentar a sua vida útil, e, tradicionalmente, tem sido obtido através da queima de vários tipos de produtos derivados do petróleo. O pneu de demonstração da Goodyear com 90% de materiais sustentáveis apresenta quatro tipos diferentes de negro de carbono, que são produzidos a partir de metano, dióxido de carbono, óleo de origem vegetal e matérias-primas de óleo de pirólise de pneus em fim de vida. Estas tecnologias de negro de carbono têm como objetivo a redução das emissões de carbono, a circularidade e o uso de carbonos de base biológica, ao mesmo tempo ainda alcançando um elevado desempenho.
  • O uso de óleo de soja neste pneu de demonstração ajuda a manter flexível o composto de borracha do pneu a temperaturas cambiantes. O óleo de soja é um recurso de base biológica que ajuda a reduzir a utilização por parte da Goodyear de produtos à base de petróleo. Enquanto que praticamente 100% da proteína de soja é utilizada na alimentação humana e animal, sobra um importante excedente de óleo disponível para ser utilizado em aplicações industriais.
  • A sílica é um ingrediente frequentemente utilizado nos pneus para ajudar a incrementar a aderência e a reduzir o consumo de combustível. Este pneu de demonstração inclui uma sílica de alta qualidade, produzida a partir de resíduos de casca de arroz (sílica RHA), um subproduto do processamento do arroz que frequentemente é descartado e depositado em aterros.
  • O poliéster é reciclado a partir de garrafas já utilizadas, mediante a reversão do poliéster em produtos químicos de base, e da reformação destes em poliéster de grau técnico, utilizado nos cabos de reforço de pneus.
  • As resinas são utilizadas para ajudar a melhorar e a promover a performance de tração do pneu. Neste pneu de demonstração, as tradicionais resinas à base de petróleo são substituídas por resinas de pinheiro bio renováveis.
  • Os fios de aço do talão e os cabos de aço proporcionam reforço à estrutura de um pneu radial. Este pneu de demonstração utiliza fios de aço do talão e cabos de aço afeitos de aço com alto conteúdo de material reciclado, o qual é produzido fazendo uso de um processo de forno de arco elétrico (EAF). A utilização do processo EAF permite que o aço seja produzido com uma reduzida utilização de energia e com um conteúdo reciclado mais elevado. O processo EAF possui o potencial para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, por comparação com o aço produzido fazendo uso de altos fornos.
  • Também são incluídos neste pneu polímeros de equilíbrio de massa certificados pelo ISCC, obtidos a partir de matérias-primas biológicas e biocirculares.

A mudança para materiais sustentáveis é evidente em algumas das atuais linhas de produtos da Goodyear. Hoje, oito linhas de produtos, e alguns pneus de competição, incluem óleo de soja. Adicionalmente, desde 2018, a Goodyear mais do que duplicou a utilização de sílica RHA nas suas linhas de produtos.

Com a introdução de um pneu com até 70% de conteúdo de material sustentável, a Goodyear está a dar mostras de um compromisso tangível com soluções de mercado para construir um futuro melhor.

 

Fonte: Revista dos Pneus